Fé e saúde

Um dos argumentos mais avançados pelos que se opõem à crença religiosa é o de que a fé não passa de pura ilusão, que nada pode alterar na vida das pessoas e nos seus problemas concretos.

Tomando os seus desejos por realidade, os ateístas militantes estão a encontrar dificuldades crescentes com investigações cada vez mais rigorosas que se têm vindo a desenvolver, na área médica, e que parecem contradizer de forma cada vez mais sólida essa ideia feita. De facto, cada vez mais a Medicina confirma que a fé, se não move montanhas, no sentido literal, pelo menos faz muito bem à saúde.

Segundo Koenig, “quem ora todos os dias e frequenta cerimónias religiosas semanalmente tem um sistema imunológico mais resistente, sofre menos com hipertensão e outras moléstias e, mesmo se hospitalizado, tolera melhor os tratamentos e apresenta respostas mais rápidas às terapias do que as pessoas sem religião.”
Médico psiquiatra na prestigiada faculdade de medicina da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, e director do seu “Centro para Espiritualidade, Teologia e Saúde”, Harold G. Koenig começou a investigar a ligação entre espiritualidade e saúde há quase trinta anos.

Este tipo de pesquisa tem surgido nos últimos anos, sistematicamente, em publicações médicas e científicas internacionais, altamente qualificadas, como as revistas Nature, Science ou Lancet, situando-se hoje no centro do debate académico em boa parte do mundo desenvolvido.

Uma pesquisa desenvolvida conjuntamente pela Universidade Federal de São Paulo e a Universidade Católica de Pelotas (RS) investigou a relação entre bem-estar espiritual e distúrbios psiquiátricos e concluiu que, quanto maior a prática religiosa, melhor é a saúde mental do indivíduo. O levantamento abordou os hábitos religiosos e o estado de saúde de 464 pessoas, e, a partir das análises dos resultados, os pesquisadores concluíram que existe estreita relação entre eles.
“Indivíduos com bem-estar espiritual baixo apresentaram o dobro de chances de possuir transtornos psiquiátricos”, aponta o estudo, e destaca que a literatura médica tem vindo a sublinhar as evidências de que a espiritualidade seria um importante factor de protecção do organismo. Nos doentes oncológicos idosos, esse bem-estar espiritual está relacionado com atitudes positivas de combate à enfermidade.

Alexandre Moreira de Almeida, fundador do Núcleo de Pesquisa em Espiritualidade e Saúde (Nupes) da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG) afirma que os estudos apontam que esta relação é saudável e a fé faz bem ao paciente, o que tem vindo a interessar a comunidade médica. Um exemplo é a publicação de um suplemento na revista Psiquiatria Clínica da USP: “É a primeira publicação, em língua portuguesa, de um material em uma revista científica que contemple as questões da espiritualidade e da saúde”, observa.

Nos meios médicos, os episódios de remissão clara de doenças graves são atribuídos ao chamado “efeito placebo”. Ou seja, atribui-se a melhora do paciente a uma predisposição psicológica favorável, que acaba por influenciar decisiva e positivamente a evolução do seu quadro clínico.

Mas há uma outra razão, muito mais determinante, para obstar a que um médico declare que uma cura não directamente resultante da acção terapêutica, tenha sido desencadeada por acção sobrenatural ou intervenção divina: a legislação que rege a classe médica. E por isso há quem pense que a onda pós-moderna que sucedeu ao paradigma científico moderno, de vocação iluminista, possa contribuir para resgatar o papel da fé cristã na cura plena.

De acordo com a revista Cristianismo Hoje, há actualmente um conjunto significativo e incontornável de evidências científicas, resultado de diversos e sucessivos estudos médicos, que comprovam as vantagens para a saúde de quem tem fé religiosa, independentemente da religião professada ou da igreja a que a pessoa pertence:

·    Nas universidades americanas de Iowa, Stanford e Duke, um levantamento incluindo dados de 42 pesquisas, com o total de 126 mil questionários respondidos, concluiu que quem frequenta serviços religiosos e pratica uma religião vive, em média, mais 29 por cento de tempo do que as pessoas que não possuem nenhum tipo de fé.

·    Estudos da Academia Americana de Neurologia associaram “comportamentos religiosos” com uma progressão mais lenta nas doenças.

·    Pacientes portadores de vírus HIV e que mostraram um aumento na espiritualidade após o diagnóstico tiveram diminuição da carga viral – factor determinante no combate às infecções oportunistas – e uma evolução mais lenta dos malefícios associados à Sida.

·    Tratamentos que causam grande desconforto físico, como a quimioterapia e a radioterapia, são melhor tolerados por doentes que professam alguma fé religiosa.

·    Ao contrário do que se poderia imaginar, pacientes que crêem na possibilidade de cura sobrenatural costumam seguir com mais rigor a medicação prescrita.

·    Os doentes que confiam em Deus encaram melhor o tempo de hospitalização, colaboram com os tratamentos prescritos e encontram sentido no sofrimento e na morte.

·    De um modo geral, membros de comunidades religiosas costumam receber muitas visitas quando internados, o que melhora a sua auto-estima e produz resultados benéficos para a saúde.

·    O nível de stress dos pacientes terminais é menor naqueles que acreditam na vida após a morte.

Brissos Lino

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