O menino e o Cordeiro

O infante Jesus foi presenteado pelos magos do Oriente: “E, tendo nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém, e entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra” (Mateus 2.1,11).

O Cordeiro que foi morto recebe adoração da população do céu: “Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; e para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra… Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças” (Apocalipse 5.9,10,12).

O menino e o Cordeiro, não apenas recebem adoração, como também, e principalmente, são adoradores. As crianças adoram com perfeição: “Vendo, então, os principais dos sacerdotes e os escribas as maravilhas que fazia, e os meninos clamando no templo: Hosana ao Filho de Davi, indignaram-se,e disseram-lhe: Ouves o que estes dizem? E Jesus lhes disse: Sim; nunca lestes: Pela boca dos meninos e das criancinhas de peito tiraste o perfeito louvor?” (Mateus 21.15,16).

O Cordeiro que foi morto venceu a morte com sua ressurreição, mas ele mesmo não retém a glória para si: “Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai” (Filipenses 2.10,11).

Enquanto recebem a adoração no Natal, o menino e o Cordeiro ensinam como Deus, o Pai, quer e deve ser adorado. Num mundo de truculência e violência, que preconiza e celebra a sobrevivência dos mais fortes e mais aptos, o que justifica a força bruta dos poderosos que se impõem sobre os fracos e desvalidos, Deus se ergue como aquele que alcança sua vitória através da pureza frágil do menino e da vulnerabilidade sacrificial do Cordeiro.

O que permanece para sempre não é força do braço, mas a força do louvor ao único que é digno. A sustentabilidade do mundo não depende das conquistas dos violentos, mas do favor daqueles que voluntariamente se entregam como dádivas da graça que a todos alcança, a todos inclui e a todos sustenta. A beleza da vida não está no vigor esmagador dos que se impõem em busca de sua autopreservação e bem estar egocêntrico, mas na singeleza dos que se sacrificam em favor de todos.

O Natal do menino e do Cordeiro profetiza que “Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes, pois a fraqueza de Deus é mais forte do que a força dos homens” (1Coríntios 1.25,27). O Natal anuncia que o futuro da humanidade não está nas mãos dos senhores da guerra, mas nas mãos de uma criança, “pois um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9.6), e o seu reino jamais terá fim.

Fonte: Ed René Kivitz, no site da Ibab, via Pavablog.

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