Turquia: apontamentos (3)

Uma das atracções mais interessantes e intrigantes da Turquia são os dervish, monges muçulmanos que, geralmente, adoptam uma vida nómada de abnegação, e fazem votos de pobreza, humildade e castidade. A palavra dervish vem do persa e do árabe “daruish”, e significa “monge maometano”.

Diz-se que são treinados desde crianças a rodopiar insistentemente numa posição característica, de modo a entrar em transe, sentindo-se a pairar entre o céu e a terra. A dança pode durar até 45 minutos sem parar.
Esta forma de dança/meditação, foi desenvolvida no sec. XIII, na Turquia, por Celaleddin Rumi, nascido no actual Afeganistão. Celaleddin era poeta e líder espiritual, fundador da ordem Dervish Mevlevi. Após a sua morte, os seguidores estenderam-se à Síria e ao Egipto.
Hoje existem cerca de cem bailarinos dervish em toda a Turquia, todos homens. Às mulheres só é permitido dançar em casa, e sem que ninguém presencie.

Esta dança mística e a figura do dervish, típicos durante o império otomano, constituem ainda hoje um dos mais interessantes ícones culturais da Turquia. As estatuetas dervish são também um dos souvenirs mais comuns.

A dança cristã de inspiração bíblica, porém, reveste-se de outro sentido, seja como celebração de louvor e gratidão (Miriam e as mulheres hebreias; rei David; Salmo 150), ou como representação estética e artística na proclamação do Evangelho.


Brissos Lino


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