Chamada para servir

Os muros

mur

 

Na celebração de domingo passado reflectiu-se sobre os muros de Jericó, que nunca deviam ter sido reconstruídos (Js 6:26) e sobre os muros que não são físicos e dos quais o mundo está cheio.

A cruz de Cristo veio derrubar todos os muros. Jericó representa uma sociedade construída sobre o preconceito racial, social, religioso, cultural. Compete aos cristãos como expressão do Corpo de Cristo, ignorar os muros. Em Cristo a humanidade foi reunificada.

“Desta forma”, diz S. Paulo, “não há judeu nem grego (acabou a distinção religiosa e cultural), nem servo nem livre (distinção social), não há macho nem fêmea (distinção de género), pois todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gl.3:28). A Igreja é, por assim dizer, a nova sociedade humana em estado embrionário. Serve-nos como advertência as sábias palavras do apóstolo dos gentios: “Se torno a edificar aquilo que destruí, constituo-me a mim mesmo transgressor” (Gl. 2:18).

Cristo continua a ignorar os muros que reconstruímos. Mas não deixará impune aquele que se atrever a reconstruir o que Lhe custou tanto a destruir. Nesta época do Advento, em que encarnou (se fez carne) aquele que é o Destruidor dos muros humanos, não levantemos nós novos muros.

 

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