Uma Igreja que proclama

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Esta manhã na Jubileu, continuámos a reflectir sobre “O ADN do Cristianismo Primitivo”. Que marcadores genéticos espirituais caracterizavam os primeiros cristãos? Em que medida eles se verificam ainda hoje na Igreja?

Considerámos a segunda marca, o Kerígma, termo que significa: mensagem, pregação, anúncio ou proclamação. A Igreja Primitiva era uma Comunidade que praticava a proclamação

Jesus deu o exemplo, no início do seu ministério público, na sinagoga em Nazaré, aplicando a si mesmo a palavra profética de Isaías 61:1 (Lc 4:18-19): “O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados de coração, a pregar liberdade aos cativos, e restauração da vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor.

E acrescentou: “Então começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos.

João, o Batista, praticou o Kerigma (Mt 3:1-2): “E, naqueles dias, apareceu João o Batista pregando no deserto da Judéia, e dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.”

Paulo explica aos Romanos a importância do Kerigma (Rm 10:14): “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue?”

Mas qual era a pregação da Igreja Primitiva?:

Era centrada no Calvário e no túmulo vazio, isto é, na paixão, morte e ressurreição de Cristo: eles “davam testemunho da ressurreição” (vs 33), isto é, o tema dos crentes de Jerusalém era Jesus Cristo e sua “paixão” (crucificação, morte e ressurreição), como, aliás, deve ser o tema de toda a comunidade de fé cristã.

Os cristãos primitivos não anunciavam nada que não fosse Jesus Cristo. Não perdiam tempo a tratar de assuntos periféricos ou de natureza secundária: por exemplo…

não pregavam auto-ajuda (muito popular hoje em dia);

não centravam a sua atenção nas necessidades do homem, mas sim em Deus (ao contrário de hoje);

– não faziam política contra este ou aquele sector da sociedade, nem pregavam a intolerância contra a diferença;

– não faziam proselitismo (falando mal da religião judaica, de onde tinham vindo) para atraírem novos fiéis. Apenas proclamavam o reino. Evangelizavam.

A Igreja tinha percepção da necessidade urgente de arrependimento e salvação e, por isso, proclamava. Tal como fez John Wesley na Inglaterra do século dezoito.

E nós?

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