Chamada para servir

Uma igreja que serve

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Esta manhã na Jubileu, continuámos a reflectir sobre “O ADN do Cristianismo Primitivo”. Que marcadores genéticos espirituais caracterizavam os primeiros cristãos? Em que medida eles se verificam ainda hoje na Igreja?

Considerámos desta vez a Diaconia (serviço). A Igreja Primitiva era rica em boas obras ou obras da fé. Os primeiros cristãos cuidavam uns dos outros. Serviam uns aos outros.

O Serviço (diaconia) era mesmo uma das características fundamentais das comunidades cristãs. Eles testemunhavam a sua fé através duma vivência solidária: “E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister” (Actos 2:44,45).

O Serviço não era apenas em palavras, mas prático, concreto. A Bíblia diz que “…nenhum necessitado havia entre eles…” (v 34).

O Serviço não excluía ninguém. Era dirigido a todos os que precisavam, sem excepção. A Palavra diz que se distribuía “a qualquer um” (v 5).

O Serviço ia até às últimas consequências. Até as terras e casas eram vendidas.

A Igreja tinha a noção de Corpo. Sabia que “se um membro sofre todos sofrem com ele” (1Co 12.26). Esta noção era baseada nos ensinos e práticas do próprio Jesus Cristo, porque ensinou que não é possível separar o amor a Deus do amor ao próximo: “Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também a seu irmão” (1 João 4:20-21).

A Diaconia (serviço), sendo acima de tudo uma atitude de compaixão, promove também a restauração da dignidade humana e a coesão social. Jesus ensinou também, pela sua prática, que amar o próximo consiste numa acção que restaure a dignidade humana e reintegre os perdidos na sociedade: “E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo. E, vendo as multidões, teve grande compaixão delas, porque andavam cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor” (Mateus 9:35-36).

Servir o Outro – seja o irmão ou o próximo – é cumprir a vontade de Cristo. “E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão” (Mateus 10:42);

“Quanto à administração que se faz a favor dos santos, não necessito escrever-vos; Porque bem sei a prontidão do vosso ânimo, da qual me glorio de vós para com os macedônios; que a Acaia está pronta desde o ano passado; e o vosso zelo tem estimulado muitos” (2 Coríntios 9:1-2).

O Serviço (diaconia) está ligado ao maior facto da História: o Calvário. Pela sua morte na cruz, Cristo assumiu toda a fraqueza e a maldição deste mundo, assim como o poder da morte, para os superar.

Se somos o Corpo de Cristo, o agente de Deus na terra, compete-nos fazer o que Cristo faria se ainda estivesse em carne e osso. Ao fazer Diaconia, estamos a combater o príncipe deste mundo e a estabelecer o reino de Deus!

O lema da nossa igreja é: “Chamada para servir!”

007 - Sarah - Set+¦bal - 01Mar2015-Edit (2)

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