Chamada para servir

Alegria e choro

 

 

Texto bíblico: Romanos 12:15 – “Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram”.

Introdução: O apóstolo Paulo está a escrever à igreja em Roma para lhes fazer entender, entre outros princípios, que a vitória estaria na sua unidade.

Mas porquê alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram?:

  1. Porque somos seres emocionais, expressamos emoções, comunicamos sentimentos. A incapacidade de manifestar emoções, tanto por palavras como pelo corpo, ou de diferenciá-las, é um transtorno psicológico chamado alexitimia. São os chamados mudos emocionais. Dentre as suas dificuldades, essas pessoas também não conseguem interpretar as emoções que os rodeiam, o que lhes impede de reagir face aos sentimentos alheios, ou de sentir empatia, ou seja, colocar-se no lugar do outro. Normalmente somatizam (transferem para o corpo) esse mal-estar. Alexitimia espiritual.
  1. Portanto, em condições normais, nós tendemos a identificar-nos com as emoções daqueles a quem amamos. A alegria dos que amamos é a nossa alegria, e a sua tristeza, a nossa tristeza.
  1. Mesmo quando se trata de pessoas com quem não temos especial lidação ou ligação pessoal, mesmo aí a compaixão impede-nos de ser indiferentes a quem sofre (Bom Samaritano).
  1. Porque a fé cristã é baseada na partilha. Assim como o Pai partilhou o Seu Filho connosco, assim também nós devemos partilhar uns com os outros. Porque somos um só Corpo: “De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele. Ora, vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular.” (1 Coríntios 12:26,27).
  1. Todo o Evangelho é uma convocação à partilha, comunhão e atitude solidária:

Amai-vos uns aos outros: “O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” (João 15:12).

Suportai-vos uns aos outros em amor: “Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor” (Efésios 4:2).

Orai uns pelos outros: “Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos” (Tiago 5:16).

Exortai-vos uns aos outros.

Edificai-vos uns aos outros: “Por isso exortai-vos uns aos outros, e edificai-vos uns aos outros, como também o fazeis” (1 Tessalonicenses 5:11).

Sujeitai-vos uns aos outros: “Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus” (Efésios 5:21).

Saudai-vos uns aos outros: “Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo” (2 Coríntios 13:1).

Consolai-vos uns aos outros: “Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras” (1 Tessalonicenses 4:18).

Perdoai-vos uns aos outros: “Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo” (Efésios 4:32).

Recebei-vos uns aos outros: “Portanto recebei-vos uns aos outros, como também Cristo nos recebeu para glória de Deus” (Romanos 15:7).

Falai verdade uns com os outros: “Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos” (Colossenses 3:9).

Conclusão: Em face disto, partilhar a expressão das emoções de alegria ou tristeza do outro é o normal entre cristãos.

Sermão da Celebração de Ceia do Senhor, esta manhã na Jubileu.

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