Paulo a Filemon, a favor de Onésimo

Esquece que ele te foi inútil, o seu nome
Era reduzido a uma sombra, num dia absurdo
Achou que Roma era a fortuna, mas esquece
Que fugiu, como os escravos fogem
Com um nome mas sem rosto, nada
Mais senão um escravo, recebe-o agora
Como se fosse o meu próprio coração
Envio-to, se Onésimo te deve alguma coisa
Eu pagarei, põe todo o débito neste velho coração
Prisioneiro em Jesus Cristo
Eu, Paulo, escrevo isto com a minha mão
Dato e assino, esperando nas sombras dos meus olhos
A alegria do teu gesto, Paulo de Tarso.

20-09-2015
© João Tomaz Parreira

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s