Chamada para servir

A arte de conversar com Deus

 

 

“(…) pode apetecer-me prosseguir num raciocínio de pura espiritualidade com o intuito de aprender a arte de conversar com Deus.” (Manuel Adriano Rodrigues)

 

A história da fé cristã está repleta de profetas, místicos e pessoas que falaram em nome de Deus. Mas alguns ousaram mesmo falar com Deus.

É fácil falar em nome de Deus. Qualquer um o pode fazer desde que tenha a ousadia ou o desplante suficientes para tal, conforme o caso. Ousadia, no caso de ser Seu ministro (servo) e mandatado para tal, desplante, se se tratar dum falsário espiritual ou dum sacrílego.

Mas falar com Deus fia mais fino. Há quem diga que é uma arte que se desenvolve e aperfeiçoa com a prática. Mas também aqui as ideias falsas são muitas.

Há quem pense que conversar com Deus é rezar ou fazer orações espontâneas. Se for só isso não chega para se dizer que é uma conversa com Deus. Conversar implica falar e ouvir. Normalmente fala menos aquele que tem mais necessidade de aprender com o interlocutor. Ou, no caso do ser humano, fala mais quem tem menos siso.

Conversar com Deus é muito mais do que debitar uma reza previamente aprendida e memorizada, ou mesmo uma oração espontânea. É estar na Sua presença, é ouvi-lo falar connosco. Sentir o bater do Seu coração. Mas é também colocar perante Ele as nossas dúvidas, angústias, mágoas e queixas, inclusive as que eventualmente tenhamos contra Ele. Não é isso o que fazem as pessoas em relação?

Um dia um jornalista que me entrevistava perguntou-me o que diria eu a Jesus Cristo se o encontrasse pessoalmente e ao vivo. Eu disse: “Diria, obrigado!” Mas acredito que muitos lhe perguntariam coisas, tentariam esclarecer dúvidas, talvez porque não são capazes de conversar com Ele agora, de o ouvir quando se manifesta não em carne e osso, mas “em espírito e verdade”:

“Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4:24).

E também há quem pense que temos de falar com Deus obrigatoriamente com os olhos fechados. Não me parece. É assim – de olhos fechados – que você fala com os seus amigos? Ou que os discípulos falavam com Jesus de Nazaré, há dois mil anos, quando andava por cá em carne e osso?

 

JB-L

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