Chamada para servir

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Esta manhã recebemos o Dr. Jorge Pinheiro, que nos apresentou uma panorâmica sobre a Reforma religiosa iniciada por Lutero, no século dezasseis, e suas consequências na Europa e no mundo, através duma palestra muito enriquecedora e criativa, a propósito da celebração dos 500 anos da reforma protestante na Europa (1517-2017).

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Um homem agrediu violentamente a mulher. Um juiz do tribunal da Relação do Porto decidiu redigir um acórdão em que censura essa mulher, vítima de violência, pelo facto de a mesma ter adulterado, atenuando assim a pena ao agressor.

Justificou a falta de penalização adequada do marido (pena suspensa) com um texto da bíblia judaica (lei de Moisés) e uma lei portuguesa de há mais de centro e trinta anos (Código Penal de 1886).

É curioso como o douto juiz (reincidente nestas matérias) se esquece selectivamente do texto do Novo Testamento, no Evangelho de João, no qual Jesus perdoa a mulher adúltera (João 8: 1-11), assim como das demais escrituras neotestamentárias, que estabelecem que Deus não discrimina pessoas, e que homem e mulher estão exactamente no mesmo patamar de dignidade perante Ele.

Para lá de tudo o que já se disse sobre o teor do acórdão, que se pode considerar uma verdadeira aberração jurídica, apesar de ter sido assinado também por uma colega desembargadora (que a estas horas deve estar corada de vergonha!), interessa sublinhar o disparate que é citar um texto com milhares de anos como se tivesse sido escrito hoje, sem merecer qualquer espécie de contextualização histórica, religiosa e cultural.

Acredito que o douto juiz não se alimente de comida kosher. Provavelmente comerá carne de porco (francesinhas?), animal imundo para a tradição judaica, e proibido por essa mesma lei de Moisés que manda lapidar uma mulher adúltera. “Não comereis o porco porque tem a unha fendida, mas não rumina; considerá-lo-eis impuro” (Deuteronómio, 14:8).

Pois então o douto juiz, pela mesma ordem de ideias deveria ser escorraçado do lugar onde vive, da sua comunidade e família, pois era isso que acontecia, no mínimo, a quem infringia a lei judaica.

É estúpido, não é?

Pois será tão estúpido quanto invocar uma lei religiosa judaica de há milhares de anos sem exercício hermenêutico, para contrariar as leis e a Constituição, e fazer prevalecer uma sociedade patriarcal no mundo de hoje, espezinhando os direitos humanos e, acima de tudo, o bom senso que deve presidir a quem administra a justiça num estado de direito democrático.

Além disso, como muito bem diz a teóloga Teresa Toldy: “Não é suposto um juiz fundamentar decisões com base na Bíblia”, embora o problema não esteja nos textos sagrados da Torah, nem tão pouco no Código Penal de 1886, mas sim numa cabeça que não consegue distinguir a mão esquerda da direita, num país em que todos os anos são assassinadas largas dezenas de mulheres por maridos, namorados e antigos companheiros…

Apresentação1

Quando Deus promete

A Promessa

Esta manhã, na Jubileu, reflectiu-se sobre a forma como Deus se revelou a Abraão e a dimensão da promessa que lhe foi entregue. A conclusão é que Deus tirou Abraão da sua terra e deu-lhe outra melhor; do seu clã e deu-lhe outro melhor; da sua cultura e deu-lhe outra melhor; do seu destino e deu-lhe outro melhor.

 

Josué foi chamado por Deus para uma tarefa, recebeu d’Ele uma estratégia, enfrentou o primeiro grande teste: a passagem do Jordão. Depois estabeleceu uma aliança com Deus em Gilgal, alcançou uma grande vitória em Jericó, mas logo a seguir sofreu uma amarga derrota na pequena cidade de Ai… Mas agora, depois de retirada a maldição do arraial de Israel, Deus declara a Josué que lhes entregará a cidade nas mãos.

Só depois desta experiência, num primeiro momento: de fracasso, e depois: de vitória, é que Israel estabelece o culto ao Senhor (8:30-35). Essa é a razão porque muitos só vêm a Deus quando se sentem impotentes para lidar com as adversidades da vida.

Este altar tinha características singulares. Foi o tema da Celebração da Palavra esta manhã, na Jubileu.

Josué: o fracasso de Ai

Josué foi chamado por Deus para uma tarefa, recebeu d’Ele uma estratégia, enfrentou o primeiro grande teste: a passagem do Jordão. Depois estabeleceu uma aliança com Deus em Gilgal, alcançou uma grande vitória em Jericó, mas agora sofreu uma amarga derrota na pequena cidade de Ai… Mas porque fracassou Israel em Ai? Por diversas razões. Foi o tema da Celebração da Palavra esta manhã, na Jubileu.

Josué foi chamado por Deus para uma tarefa, recebeu d’Ele uma estratégia, enfrentou o primeiro grande teste: a passagem do Jordão. Depois estabeleceu uma aliança com Deus em Gilgal, e agora vem a alcançar uma grande vitória em Jericó. O que aconteceu em Jericó? Foi o tema da celebração de Ceia do Senhor desta manhã, na Jubileu.

 

Ao Deus de Abraão, louvai!

 

Thomas Olivers, tendo ficado órfão muito cedo, frequentou quando criança más companhias que o transviaram a ponto de, aos 15 anos de idade, ser considerado o pior rapazinho do lugar. Ajudante de sapateiro, viu-se obrigado a abandonar a cidade em que morava por motivo de sua grande maldade.

Certo dia, porém, ouviu pregar o evangelista Whitefield e converteu-se. Arrependido de seus pecados, seu primeiro ato foi retornar à cidade em que nascera e vivera a sua juventude para pagar todas as suas dívidas.

Desejando comunicar a outros as boas novas da salvação, tornou-se pregador itinerante. Travou relações de amizade com João Wesley, com quem colaborou durante anos.

Uma noite, em Londres, atraído pela voz de um grande cantor, Leoni, entrou numa sinagoga judaica. A melodia entoada era bela e o timbre da voz, atraente. De regresso a casa, resolveu transformar em hino cristão a ser cantado com essa música a letra original, Yigdal, doxologia hebraica de Daniel Ben Judah datada do século 14, o que realmente fez.

Roberto Moreton, que por longos anos missionou em Portugal, traduziu-o para o português em 1896. Encontra-se em Salmos e Hinos sob o número 232. Ei-lo a seguir:

 

Ao Deus de Abraão louvai,
Do vasto céu Senhor,
Eterno e poderoso Pai e Deus de amor,
Augusto Jeová,
Que terra e céu criou!
Minha alma o nome exaltará
Do grande “Eu Sou”.

Ao Deus de Abraão louvai;
Eis, por mandado seu,
Minha alma deixa a terra e vai gozar no céu.
O mundo desprezei,
Seu lucro e seu louvor
E Deus por meu quinhão tomei
E protetor.

Meu guia Deus será;
Seu infinito amor
Feliz em tudo me fará, por onde eu for,
Tomou-me pela mão,
Em trevas deu-me luz,
E dá-me eterna redenção
Por meu Jesus.

Meu Deus por si jurou;
Eu nele confiei;
E para o céu que preparou eu subirei.
Na glória eu o hei de ver,
Confiado em seu amor,
E para sempre engrandecer
Meu Redentor.

Fonte: Ultimato.

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